terça-feira, 20 de outubro de 2009

Vamos voltar a escola...

O ano 1991. A turma Básico I.(Primeiro ano do segundo grau).
    De longe se via que aquela turma não iria dar certo, formada pela junção de duas turmas que vinham durante todo o ginasio duelando pra saber qual era a mais perfeita e mais queridinha da escola e somada com os repetentes do ultimo ano...
    Pois bem, 43 alunos e 1 canhoto. (a historia do canhoto já conto).
    Naquela época era sonho de todos os que estudavam por lá, pelo menos os que cursavam o ginásio, chegar ao primeiro ano, colocar o tão famoso jaleco... Dava a impressão quer eram os veteranos da escola, a elite (ledo engano)...
    Logo no primeiro dia de aula, com todos orgulhosos chegaram à sala, estréia do segundo piso, sala com cheiro de tinta. Legal, enquanto ainda escolhíam o lugar onde sentaríam, um repetente fez questão de mostrar como seria aquele ano, pixou de giz azul no canto onde escolhera, seu nome de guerra P I X A D A.
    Radical! vamos quebrar tudo... Era o que pensava, um não tão popular aluno, o perereca, que tinha o apelido por ser magro, no alto dos seus 15 anos, vivendo a plenitude da geração coca-cola...
    No momento em que receberiam as boas vindas da diretora e a assistente social, receberam uma suspensão e tiveram que comparecer no sábado na escola pra limpar a sujeira na parede, por se negarem a acusar o tal mais veterano. Era um principio de união.
    Foi uma semana curta aquela...
    Passado alguns meses após esse fato, estudava um amigo canhoto que fazia uso de sua "carteira canhota", claro. Pois bem, como a sala tinha muitos alunos não cabiam mais carteiras do que as que estavam lá, e por engano alguem da turma da noite trocou as carteiras deixando na sala duas carteiras canhotas. Sobrou para Pedro, meio revoltado, meio amigo, e muito atrasado. Ao perceber que a sua carteira era canhota, atirou-a da sala pra baixo! E gritou:
    "Nessa porra! apenas um deu azar de nascer torto, e não sou eu!

    Esqueceu que no andar de baixo ficava o mindinho, o pré-escolar... Por sorte, não aconteceu o pior, seria mais um estouro em que ninguem confirmaria nada, mas o professor Pirama que estava levando sua filhinha pra sala... Viu. Quase infartou, subiu aos berros a escada e quase, chegou as vias de fato com Pedro, e pediu encarecidamente, pela expulsão do nosso amigo...
   Éramos agora 43 ...
   


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

... Como ele conseguiu? (final)

   Após o "grande susto", um unico pensamento, entre os três veio a tona "que merda, sitio ruim, vamos descer e aproveitar a cachoeira", era o que restava. Voltando pra casa, pela via principal tiveram a ideia de cortar um atalho, mais uma vez. Bom, agora o fato que dá titulo a saga.
   Entre uma viela e outra, andando já sem pressa pelo caminho. Apareceu, isso mesmo apareceu do nada, tres meninas. Pronto!, pensaram salvou o dia. Henrique e José, mais tímidos observaram enquanto Pedro, gabava-se das suas proezas:
     _  "Estou aqui de férias com meus primos, moro no Rio de Janeiro e faço faculdade de Medicina." disse.
   As meninas apenas riam...
   Henrique e José, já disputavam entre gargalhadas, pelos resultados das investidas de Pedro, qual espécie do sexo feminino caberia a cada um deles. Não eram bonitas, mas, como diz o ditado "urubu na guerra é frango...".
    Em um certo momento, pedro agora médico formado, morador de copacabana, retardou o passo a ponto de ficaram os quatros conversando. Pareciam jogar a sorte. De repente, ele volta e confessa aos amigos.
    _  "Eu vou ficar com a mais bonitinha, mas, para isso terei que ficar também com as outras duas.
    _  "E nós?, perguntou José.
    _  "Bom, vocês... Vocês escolhem, ou aprendem ou nos encontramos na rodoviária...
    _  "Como ele conseguiu!, disseram.

   Todos garantem que essa história é veridica, mas...

   
  

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

...como ele fez aquilo?

   Com certeza aquele foi um verão escaldante, Pedro, José e Henrique muito amigos, ficaram conhecendo através de amigos, que existia em lugar não muito longe dali, um sitio, desses que aparecem em televisão, com piscina, campo de futebol, quadra de basquete e até quadra de tenis. Se divertiram, e como se divertiram, todo o fim de semana era sucesso...
   Gostaram tanto que o Pai de Henrique comprou um titulo do tal sitio ou clube, parecia algo sério, bem só parecia...
   Já no final do verão, no comecinho do outono, Pedro e José tiveram a brilhante idéia:
         _  "Que tal entrarmos no sítio sem pagar?", indagaram a Henrique;
         _  "Pra que? O meu pai é sócio, eu não pago!", respondeu;
         _  "Pra não darmos uma volta enorme até a entrada.", e assim convenceram a Henrique.
   E foram, pegaram um ônibus, soltaram antes do ponto e se aventuraram a entrar pelo sítio, pela "porta dos fundos", entraram mata a dentro, andaram, andaram, derrepente, começaram a ouvir uns barulhos estranhos, vindos do outro lado, do que pela hora já parecia uma floresta fechada.
        _  "Parece que estão cortando alguma coisa, disse Henrique que tomava a dianteira, e continuaram a andar...
  Até que;
        _   "Corre porra! corre!", alguem disse...
   Henrique corria e olhava pra trás, sem saber muito bem o que havia acontecido, Pedro corria logo atrás com cara de desesperado, enquanto que José que vinha por último corria e dava chutes no alto pra trás, em um cachorro grande e preto, parecia um lobo. Correram atravessaram a cerca que dividia o quintal do vizinho, com o tal sitio. Lembraram que ali passava um filete de água. Algo parecido com uma cachoeira, um riachinho... Numa correria misturada com o desespero, Henrique pulou. Pedro coitado, não viu o "rio", e atolou quase até o joelho, coitado, estava estreiando um tenis ultima moda. E José?
   José utilizando de suas técnicas de mergulhador "professional" se jogou no tal "rio", que cena hilária contaram, o tal "rio" tinha apenas 4 dedos de profundidade, e mesmo assim José ainda deu braçadas pra fugir do cachorro.
   A essa altura, Pedro e Henrique já estavam dando gargalhadas... Quando Henrique ouviu:
       _  Henrique! o que está fazendo aí? Bradava uma voz furiosa!
       _  Pai! respondeu. É que estávamos cortando caminho e...
       _  Não pode cortar caminho! Disse o pai, esse é um clube pago, e a portaria é lá do outro lado, leve Pedro e José, porque precisam pagar pra entrar.
   Todo o esforço tinha sido em vão, precisaram pagar as entradas do sitio, o que restava era aproveitar o sitio, mas, toda aquela correria não deixou que eles prestassem atenção no tempo que tinha fechado, e ventava muito. O Sítio, estava totalmente inabitado, com folhas secas caidas das árvores por todo o gramado, a piscina verde, o campo sem as traves... Só estavam o pai de Henrique, seu avô e um primo pequeno, que olhavam surpresos os três patetas naquela situação...
    Com certeza, não foi uma boa idéia pensaram...
    continua...
  
       
       

Pra inicio de conversa...

Após ouvir muito "cara, essas histórias dariam um livro", começo então a escrever alguns bons momentos que vez em quando passeiam por nossas lembranças. Principalmente quando se unem dois, três ou mais amigos e abrimos a terceira garrafa de cerveja.
Bom, o intuito é esse, se mudar...
E lembrem-se: "Essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais, terá sido mera coincidência".